
Com profundo pesar, a SFRG comunica o falecimento de nosso sócio Julius Wilberg, ocorrido em 24 de agosto, em Essen, na Alemanha.
Julius nasceu em Dresden em 3 de julho de 1937. Ainda menino, viveu os anos difíceis do pós-guerra na Alemanha, e foi justamente ali, descolando selos de envelopes numa época de poucas distrações, que nasceu sua paixão pela filatelia — uma paixão que o acompanharia por quase 90 anos.
Pouco depois da guerra, a família — pai, mãe e os quatro filhos — mudou-se para o Brasil, onde o pai de Julius havia nascido e tinha raízes na cidade do Rio de Janeiro. Julius cresceu em Petrópolis e formou-se engenheiro no Rio. Foi durante uma viagem de navio rumo à Alemanha, para cursar sua pós-graduação, que conheceu Heide, com quem se casaria em Petrópolis em 1966.
O casal viveu no Rio de Janeiro até 1984, período em que Julius foi diretor de Furnas Centrais Elétricas. Um convite do Banco Mundial os levou a Washington DC, onde Julius seguiu sua carreira até se aposentar. Em 2007, voltaram ao Brasil e se estabeleceram em Porto Alegre — cidade onde Heide havia crescido — e foi logo após a chegada que Julius passou a frequentar a SFRG.
Com os dois filhos vivendo na Alemanha, Julius e Heide mantinham viagens regulares para visitar a família — e foi em uma dessas viagens que Julius nos deixou.
Ao longo da vida, sua coleção acompanhou sua história: selos da Alemanha Ocidental e Oriental, do Brasil e, mais recentemente, de Portugal. Gostava de participar de leilões online e garimpar achados no eBay, sempre com o mesmo entusiasmo de garoto descolando selos de envelope. Para Julius, colecionar nunca foi investimento — era, acima de tudo, uma ocupação que lhe dava verdadeiro prazer. Deixa uma coleção imensa, capaz de ocupar um quarto inteiro, testemunho de uma vida dedicada ao hobby que amava.
Lembranças de quem conviveu com ele na SFRG
Os sócios lembram Julius como um filatelista dedicado e generoso, presença certa nas reuniões e confraternizações da SFRG, sempre disposto a trocar boas informações e ajudar quem tinha dificuldade com a língua alemã. Era visto como um entusiasta que preservava, mesmo depois de tantos anos de coleção, o olhar curioso de quem está começando. Ficam as boas lembranças desse convívio, das conversas agradáveis e da simpatia com que tratava a todos.
A SFRG se despede de Julius com gratidão por sua amizade e sua participação, e se solidariza com Dona Heide, os filhos e toda a família neste momento de dor. Ficam as saudades — e a certeza de que Julius será sempre lembrado com carinho entre nós.

Grande amigo e companheiro de tantas reuniões na SFRG. Que sua passagem tenha sido tranquila. Fica a alegria do convívio que ele nos proporcionou. Já sentimos a sua falta…